Boa tarde. Minha duvida é entre o VW T-Cross Sense e o Chevrolet Tracker PCD. Qual a melhor opção.e a diferença dos motores um com injeção direta e o outro com a injeção indireta - pergunta enviada por Luzenilton

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Começando pela parte técnica, é inegável que a injeção direta, presente em propulsores como o 1.0 TSI do T-Cross, está associada com motores mais modernos e sofisticados. Ela é uma das protagonistas da era do downsizing por elevar, em conjunto com a sobrealimentação por turbocompressor, a eficiência de motores com menor deslocamento. Basta tomar como exemplo o torque máximo do T-Cross 1.0 TSI gravitando na faixa de 20 kgfm, número equivalente ao de propulsores 2.0 aspirados de alguns anos atrás. Ao posicionar os bicos injetores diretamente na câmara de combustão, o sistema permite uma queima de combustível mais precisa e controlada. Além disso, a gasolina ou o etanol atingem a câmara de combustão com uma pressão bem maior do que em um sistema de injeção indireta multiponto como no caso do Tracker.

É importante ressaltar que nem tudo são flores quando falamos da injeção direta. Caso seja necessário um reparo no sistema, por exemplo, o custo desses bicos injetores mais refinados chega a ser o dobro (ou mais) do que um bico injetor convencional. Outra questão é que a injeção direta repercute em ganhos maiores na eficiência quando o motor atua em rotações mais elevadas. Não por acaso, o propulsor 2.0 16V que equipa a nova geração do Toyota Corolla mescla as injeções indireta para as situações de menor carga do motor (rotações baixas) com a injeção direta para os momentos em que o melhor desempenho é solicitado pelo motorista.

De uma forma mais pragmática, é interessante considerarmos o que Chevrolet Tracker 1.0 Turbo e Volkswagen T-Cross Sense são capazes de entregar com seus propulsores.

No caso do Chevrolet, seu 1.0 sobrealimentado só fica devendo a injeção direta. Ele também é composto por três cilindros, como o 1.0 TSI da VW, conta com estrutura inteiramente de alumínio e comandos variáveis nas válvulas de admissão e escape. Temos como resultado até 116 cv e 16,8 kgfm de torque com etanol. Em conjunto com o câmbio automático de 6 marchas, o 1.0 turbo impulsiona o Tracker de 0 a 100 km/h em 10,9 segundos e confere um consumo médio de até 11,9 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada com gasolina. O Tracker PcD conta com start-stop, recurso que desliga o motor quando o carro encontra-se parado e colabora bastante para a redução no uso de combustível na cidade. A tecnologia não está presente no T-Cross 1.0 TSI.

O VW T-Cross Sense, por sua vez, tem números de potência (128 cv) e torque (20,4 kgfm) mais favoráveis, ponto onde a injeção direta mostra seu diferencial, porém, na prática, os dados de desempenho e consumo não são tão superiores aos do Tracker PcD. O VW acelera de 0 a 100 km/h em 10,5 segundos e seu consumo oficial é de até 11 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada também com gasolina. Temos médias, portanto, mais favoráveis ao Chevrolet.

Logo, apesar do motor mais sofisticado, o T-Cross Sense não é um modelo muito superior ao Tracker PcD quando o assunto é desempenho ou economia de combustível.

Por fim, quando analisamos o conjunto dos dois modelos em seus catálogos para a compra com isenção, o Chevrolet Tracker mostra que tem mais a oferecer. O modelo chegou ao mercado na versão para PcD trazendo diferenciais importantes e até então não encontrados em modelos para esse público, como a chave presencial, por exemplo. Ele ainda oferece central multimídia, 6 airbags e os controles de tração e estabilidade como o T-Cross Sense. O Chevrolet, contudo, ainda traz de série câmera de ré, sensor de estacionamento, entre outros recursos muito importantes e ausentes não só no T-Cross Sense como em grande parte dos SUVs em suas versões para a compra com isenção.

Mesmo com um entre-eixos bem menor em relação ao T-Cross, o time de engenharia da Chevrolet conseguiu aproveitar com competência o espaço interno e o Tracker acomoda com bastante conforto seus cinco ocupantes. O porta-malas do Tracker também tem a vantagem de acomodar até 393 litros de bagagem contra 373 litros do T-Cross.

Logo, creio que ao optar pelo Chevrolet você fará uma boa escolha.

Espero ter ajudado!

 

César Tizo |

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